Por Dr. João Carvalhal, urologista e andrologista · 24/08/2026 · 7 min de leitura
Um pênis levemente torto é comum e, na maioria das vezes, normal. Muitos homens têm uma curvatura discreta para um lado, para cima ou para baixo desde a adolescência, sem dor e sem mudança ao longo dos anos. Isso se chama curvatura congênita e não precisa de tratamento quando não atrapalha a relação sexual. A doença de Peyronie é diferente: a curvatura aparece na vida adulta, em geral depois dos 40, muitas vezes com dor na ereção, um nódulo ou placa endurecida que dá para sentir sob a pele, encurtamento e piora progressiva.
A distinção importa porque a Peyronie tem uma fase ativa, em que a placa está se formando, e é nessa fase que o tratamento faz mais diferença. Abaixo, os sinais de cada situação, quando procurar o urologista e como o Doppler ajuda a definir o quadro.
Quer saber como isso se aplica ao seu caso? Agende uma consulta com o Dr. João Carvalhal. Atendimento sigiloso, em Macaé.
Os corpos cavernosos, as duas estruturas que enchem de sangue na ereção, nem sempre têm exatamente o mesmo comprimento ou a mesma elasticidade. Quando um lado é um pouco mais curto que o outro, o pênis ereto inclina para esse lado. É uma variação anatômica, presente desde o nascimento, e que só se torna visível quando as ereções ficam frequentes na puberdade.
Características da curvatura congênita:
Quando a curvatura congênita é acentuada a ponto de dificultar a penetração ou causar desconforto para a parceira, existe correção cirúrgica. Mas a maioria dos homens com curvatura leve não precisa fazer nada além de saber que está tudo bem.
A doença de Peyronie é a formação de uma placa de tecido fibroso, uma espécie de cicatriz, na túnica albugínea, a membrana que envolve os corpos cavernosos. Essa membrana precisa esticar de forma uniforme para a ereção ser reta. Onde há placa, ela não estica. O resultado é que o pênis curva na direção da placa quando fica ereto.
A causa mais aceita é microtrauma repetido durante a relação sexual, em homens com predisposição a cicatrizar de forma exagerada. Nem sempre há um evento lembrado. Fatores que aumentam o risco incluem idade acima de 40 anos, diabetes, histórico familiar, doença de Dupuytren (contratura nas mãos) e cirurgia de próstata prévia.
A doença tem duas fases. A fase ativa, ou inflamatória, dura de 6 a 18 meses: é quando a placa está se formando, a curvatura muda e a dor na ereção é comum. A fase estável, ou crônica, começa quando a dor desaparece e a curvatura para de mudar por pelo menos alguns meses. A conduta é diferente em cada fase.
Estes sinais indicam que a curvatura merece avaliação, e não apenas observação:
Qualquer um desses sinais, sozinho ou combinado, é motivo para procurar um urologista. Quanto mais cedo, mais opções de tratamento existem.
Cada caso é um caso. Na consulta, o Dr. João avalia a sua situação e indica o caminho certo para você.
A resposta curta: assim que perceber curvatura nova, dor na ereção ou nódulo. Há uma janela em que o tratamento clínico pode reduzir a progressão da placa e limitar a curvatura final. Essa janela é a fase ativa. Depois que a placa amadurece, o tratamento continua possível, mas passa a ser corretivo, e não preventivo.
É comum o homem esperar meses ou anos, por vergonha ou por acreditar que vai resolver sozinho. Em alguns casos leves, a curvatura de fato se estabiliza em um grau tolerável. Em outros, ela avança até tornar a relação sexual inviável. Não dá para prever de antemão qual será o curso, e é por isso que a avaliação precoce faz diferença.
Na consulta com o Dr. João Carvalhal, em Macaé, a avaliação inclui a história (quando começou, se dói, se mudou), o exame do pênis em repouso para localizar a placa, e a documentação da curvatura, que pode ser feita com fotografia trazida pelo paciente ou com ereção induzida por medicação no consultório para medir o ângulo com precisão.
O Doppler peniano é um ultrassom com avaliação do fluxo sanguíneo, feito com o pênis em ereção induzida por uma injeção de medicação vasoativa. Na Peyronie, ele responde a três perguntas:
O exame é feito no consultório, dura cerca de 30 a 40 minutos e não exige preparo especial. Explicamos o exame em detalhe no artigo Doppler peniano: para que serve e como é feito e na página de Doppler peniano.
Na fase ativa, o objetivo é controlar a dor e limitar a progressão. Usam-se medicações orais, injeções na placa e, em alguns casos, dispositivos de tração. Na fase estável, o objetivo é corrigir a curvatura quando ela atrapalha a relação sexual. As opções incluem injeções que enfraquecem a placa, cirurgia de plicatura (encurta o lado oposto para retificar), cirurgia de incisão da placa com enxerto (alonga o lado da placa) e, quando há disfunção erétil associada que não responde a medicação, implante de prótese peniana, que corrige a curvatura e a ereção ao mesmo tempo.
Nenhuma dessas opções é definida sem exame e sem conversa. O grau da curvatura, a fase da doença, a qualidade da ereção e a sua expectativa entram na decisão. Detalhes na página de doença de Peyronie.
Uma curvatura leve, presente desde a adolescência, sem dor e sem mudança ao longo do tempo, é uma variação anatômica normal. Curvatura que apareceu na vida adulta, dói ou piora precisa de avaliação.
Os sinais são curvatura nova ou progressiva, dor na ereção, uma placa ou nódulo endurecido ao toque e, às vezes, encurtamento. O diagnóstico é feito pelo urologista com exame físico e, quando indicado, Doppler peniano.
A doença tem tratamento. Na fase ativa, o objetivo é controlar dor e limitar a progressão. Na fase estável, a curvatura pode ser corrigida com injeções ou cirurgia, dependendo do grau e da qualidade da ereção. Cada caso é avaliado individualmente.
A dor costuma diminuir com os meses, mas isso indica que a placa amadureceu, não que a doença desapareceu. Em uma minoria dos casos há melhora espontânea da curvatura. Na maioria, ela se estabiliza ou piora, por isso a avaliação precoce importa.
Curvatura nova, dor na ereção ou nódulo no pênis merecem avaliação sem demora. Agende uma consulta com o Dr. João Carvalhal em Macaé.
Urologista e andrologista em Macaé, RJ. Medicina pela UFRJ, residência em Cirurgia Geral (UNIRIO) e em Urologia (UERJ). CRM-RJ 1043943 · RQE 39823. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta.
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