Saúde do homem

Como é a primeira consulta com o urologista (e por que não precisa ter vergonha)

Por Dr. João Carvalhal, urologista e andrologista · 20/08/2026 · 6 min de leitura

A primeira consulta com o urologista é, antes de tudo, uma conversa. O médico quer entender o que trouxe você ali, há quanto tempo, como isso afeta seu dia a dia e o que mais está acontecendo com a sua saúde. O exame físico acontece quando a queixa pede, é rápido e é explicado antes. No fim, você sai com um plano: exames, tratamento ou apenas orientação.

E não, não precisa ter vergonha. O que parece constrangedor para você é rotina para quem atende dezenas de homens por semana com queixas de ereção, ejaculação, urina e tamanho. Quanto mais direto você for, melhor o médico consegue ajudar. Abaixo, o passo a passo do que acontece, o que levar e o que perguntar.

Médico atendendo paciente na primeira consulta
Médico atendendo paciente na primeira consulta

Quer saber como isso se aplica ao seu caso? Agende uma consulta com o Dr. João Carvalhal. Atendimento sigiloso, em Macaé.

O que acontece, na ordem

Uma consulta urológica típica tem quatro momentos:

  1. A conversa inicial. Você conta o que está sentindo, e o médico faz perguntas para entender o contexto.
  2. O histórico. Doenças, cirurgias, remédios em uso, hábitos e histórico familiar.
  3. O exame físico, quando indicado. Nem toda consulta tem. Depende da queixa.
  4. O plano. O médico explica o que pensa, pede exames se precisar e combina o próximo passo.

Uma primeira consulta bem feita dura de 30 a 45 minutos. Se durou dez, algo foi pulado.

A conversa: o que o médico vai perguntar

As perguntas seguem a queixa, mas alguns temas aparecem em quase toda consulta com foco em saúde masculina:

  • Ereção. Como está a rigidez, se consegue manter até o fim, se acorda com ereção pela manhã, desde quando mudou.
  • Ejaculação. Se é rápida demais, se dói, se mudou de volume ou aparência.
  • Desejo. Se diminuiu, se há cansaço, desânimo, alteração de sono.
  • Urina. Jato fraco, acordar à noite para urinar, urgência, ardência, sangue.
  • Hábitos. Cigarro, álcool, atividade física, peso, sono.
  • Remédios. Inclusive os de pressão, antidepressivos e suplementos, porque vários interferem na ereção e na libido.
  • Família. Câncer de próstata em pai ou irmão, diabetes, doenças do coração.

Nenhuma resposta é julgada. O médico pergunta sobre parceiras, masturbação e uso de substâncias porque isso muda o diagnóstico, não por curiosidade. Se você mente ou omite, o tratamento é feito com base em informação errada.

O exame físico: quando é necessário e como é

Muita gente adia a consulta por medo do exame. Vale saber:

Nem toda consulta tem exame físico. Uma queixa de ejaculação precoce ou de queda de libido, por exemplo, pode ser conduzida só com conversa e exames de sangue na primeira visita.

Quando há, o exame genital é rápido. O médico examina o pênis e os testículos com você em pé ou deitado, em poucos segundos, procurando nódulos, alterações de pele, curvatura, varizes no escroto. Ele avisa antes e explica o que está fazendo.

O toque retal só é feito quando há indicação. Ele avalia a próstata e é indicado em queixas urinárias, no rastreamento de câncer de próstata a partir de certa idade ou quando o PSA está alterado. Dura de 10 a 20 segundos, com o médico usando luva e lubrificante. É desconfortável, não é dolorido, e não tem nada a ver com a sua sexualidade.

Se você tem alguma restrição ao exame, diga. O médico pode adaptar ou deixar para uma segunda consulta, quando houver mais confiança.

O que levar

  • Exames anteriores, mesmo que antigos ou pedidos por outro médico. Sangue, urina, ultrassom, laudos de cirurgia.
  • Lista dos remédios que usa, com dose. Foto da caixa serve.
  • Anotações sobre o sintoma. Quando começou, se piora em alguma situação, se já tentou alguma coisa.
  • Suas dúvidas por escrito. Na hora, é comum esquecer a mais importante.
  • Documento e carteira do convênio, se for o caso.

Não precisa de jejum nem de preparo, a menos que a clínica avise o contrário.

Cada caso é um caso. Na consulta, o Dr. João avalia a sua situação e indica o caminho certo para você.

Sigilo: o que você fala fica ali

O sigilo médico é uma obrigação prevista no Código de Ética Médica. O que você conta na consulta não é compartilhado com a esposa, com o convênio, com o empregador ou com ninguém, salvo situações previstas em lei. Isso inclui relações fora do casamento, uso de substâncias, orientação sexual e qualquer outra informação que você tenha receio de dar.

Você pode ir sozinho ou acompanhado. Se preferir que a parceira participe de parte da consulta e não de outra, basta dizer. Isso é comum e o médico conduz sem constrangimento.

Por que não precisa ter vergonha

Três motivos práticos:

O médico já ouviu. Ereção que falha, ejaculação em segundos, pênis que parece pequeno, curvatura, dor na relação, verruga que apareceu. Tudo isso chega ao consultório toda semana. Não há queixa que surpreenda um urologista com foco em andrologia.

Vergonha atrasa diagnóstico. Uma dificuldade de ereção que começa aos 45 anos pode ser o primeiro sinal de um problema cardiovascular. Esperar dois anos para falar sobre isso não é discrição, é risco.

A conversa é mais fácil do que parece. Você não precisa de termo técnico. “Não está subindo como antes” é uma frase completa e suficiente para começar.

O que perguntar ao médico

Aproveite a consulta. Perguntas que valem a pena:

  • O que o senhor acha que está causando isso?
  • Quais exames vão ajudar a confirmar, e por que cada um?
  • Quais são as opções de tratamento, e o que muda entre elas?
  • O que eu posso fazer por conta própria, além do tratamento?
  • Em quanto tempo devo perceber melhora, e o que faço se não perceber?
  • Quando é o retorno?

Se sair da consulta sem entender o plano, pergunte de novo antes de ir embora. Um médico que explica com calma prefere isso a um paciente que sai confuso.

Como agendar em Macaé

O Dr. João Carvalhal atende em Macaé, com foco em saúde sexual e reprodutiva masculina: ereção, ejaculação, hormônios, vasectomia e estética íntima. A consulta pode ser agendada por WhatsApp pela página de contato, e a equipe orienta sobre o que levar. Se a sua dúvida é sobre ereção, a página de disfunção erétil explica como a investigação funciona antes mesmo da consulta.

Em resumo

Perguntas frequentes

Não. O toque retal só é feito quando há indicação, como queixas urinárias, rastreamento de próstata a partir de certa idade ou PSA alterado. Ele é sempre explicado antes.

Não é obrigatório, mas exames anteriores de sangue, urina ou imagem ajudam. Leve também a lista dos remédios que usa.

Sim. A maioria dos homens vai sozinha. Se preferir levar a parceira, ela pode participar de toda a consulta ou de apenas parte dela, como você escolher.

Não existe idade mínima. Qualquer sintoma justifica a consulta em qualquer idade. Sem sintomas, o acompanhamento preventivo costuma começar entre os 40 e os 50 anos.

Converse com o Dr. João

Tem uma dúvida que vem adiando? Agende a primeira consulta com o Dr. João Carvalhal em Macaé e traga tudo o que quiser perguntar.

Dr. João Guilherme Carvalhal, urologista e andrologista em Macaé
Dr. João Guilherme Carvalhal

Urologista e andrologista em Macaé, RJ. Medicina pela UFRJ, residência em Cirurgia Geral (UNIRIO) e em Urologia (UERJ). CRM-RJ 1043943 · RQE 39823. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta.

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