Por Dr. João Carvalhal, urologista e andrologista · 15/06/2026 · 6 min de leitura
Resposta direta: o preenchimento peniano é feito com anestesia local e, na maioria dos casos, o que se sente durante a aplicação é pressão e toque, não dor. O momento mais incômodo costuma ser a própria anestesia, uma picada fina na base do pênis que dura poucos segundos. Nos primeiros dias, o pênis fica inchado e sensível, e isso é esperado. As relações sexuais voltam depois de cerca de 2 a 4 semanas, com liberação do médico.
Essa é a versão curta. Abaixo, etapa por etapa, o que acontece antes, durante e depois, e o que você pode fazer para a recuperação ser mais tranquila.
Quer saber como isso se aplica ao seu caso? Agende uma consulta com o Dr. João Carvalhal. Atendimento sigiloso, em Macaé.
Existem duas formas de anestesiar o pênis para o preenchimento, e elas costumam ser combinadas. A primeira é o creme anestésico, aplicado na pele cerca de 30 a 40 minutos antes. Ele reduz a sensibilidade da superfície e torna a segunda etapa mais confortável.
A segunda é o bloqueio peniano: uma ou duas injeções de anestésico na base do pênis, que interrompem a condução dos nervos que dão sensibilidade a toda a região. É a mesma técnica usada em postectomia e em outros procedimentos penianos. Você sente a picada e uma ardência breve, parecida com a anestesia do dentista. Em poucos minutos, o pênis fica dormente do meio para a ponta.
É esse o momento que os pacientes mais comentam depois: a expectativa da picada é pior do que a picada em si. Com o creme aplicado antes, o desconforto é ainda menor.
Com o bloqueio fazendo efeito, o médico faz pequenos pontos de entrada e injeta o ácido hialurônico ao longo do corpo do pênis, com agulha fina ou cânula. O que você percebe é pressão, movimento e a sensação de algo sendo distribuído sob a pele. Não é dor. Alguns homens relatam um leve puxão em pontos específicos, principalmente perto da base, onde a anestesia pode ser um pouco menos intensa.
Se em algum momento houver desconforto real, basta avisar. O médico pode complementar a anestesia na hora. Você fica acordado, consciente, e a aplicação inteira leva em torno de 30 a 40 minutos. Como o procedimento é feito em consultório, com o Dr. João Carvalhal em Macaé, você vai embora andando assim que termina.
Quando a anestesia passa, algumas horas depois, começa a fase que mais gera dúvida. O que a maioria relata:
Para a dor, o analgésico comum orientado pelo médico costuma ser suficiente. Anti-inflamatório só se ele indicar, porque alguns aumentam a chance de roxos nos primeiros dias. Não use medicação por conta própria e não aplique pomada ou compressa quente sem orientação.
Sinais que não são esperados e precisam ser comunicados: dor que aumenta em vez de diminuir, vermelhidão intensa, calor local, febre ou secreção. Não é o curso normal e deve ser avaliado.
Cada caso é um caso. Na consulta, o Dr. João avalia a sua situação e indica o caminho certo para você.
Em alguns casos, o urologista orienta uma massagem suave nas primeiras semanas para ajudar o ácido hialurônico a se distribuir de forma uniforme e evitar pequenos acúmulos. Isso é uma indicação individual. Se você não recebeu essa orientação, não massageie por conta própria: pressão excessiva pode deslocar o material antes de ele se estabilizar.
Os demais cuidados são simples:
A orientação mais comum é aguardar entre 2 e 4 semanas antes de retomar relações sexuais e masturbação. Esse intervalo existe por dois motivos. O primeiro é dar tempo para os pontos de entrada fecharem por completo e para o inchaço ceder. O segundo, e mais importante, é permitir que o ácido hialurônico se integre ao tecido e se estabilize na posição em que foi colocado. Atrito e pressão cedo demais podem deslocar o material e gerar assimetria.
O prazo exato depende de como a sua recuperação evoluiu e é confirmado na consulta de revisão. Quando voltar, comece com calma. Nas primeiras vezes é comum perceber o pênis mais firme e sentir a diferença de espessura; isso é o esperado e não indica problema.
Três coisas fazem diferença real na experiência:
Se a dúvida sobre segurança pesa mais do que a dúvida sobre dor, vale ler o artigo sobre riscos e cuidados do preenchimento peniano. E para entender o procedimento como um todo, veja a página de preenchimento peniano.
Não. O procedimento é feito com anestesia local, em consultório. Na maioria dos casos, combina-se creme anestésico na pele com um bloqueio na base do pênis.
O inchaço é maior nas primeiras 48 horas e diminui bastante até o fim da primeira semana. O aspecto final se define ao longo de 3 a 4 semanas.
Ereções espontâneas não são problema. O que se orienta é evitar relações sexuais, masturbação e estímulo prolongado por cerca de 2 a 4 semanas, até o material se estabilizar.
Nas primeiras semanas, pequenas irregularidades ao toque são comuns enquanto o gel se acomoda. Elas costumam desaparecer sozinhas. Se persistirem, o médico avalia e pode orientar massagem ou ajuste.
Ainda tem dúvida sobre como seria no seu caso? Agende uma consulta com o Dr. João Carvalhal em Macaé e converse antes de decidir.
Urologista e andrologista em Macaé, RJ. Medicina pela UFRJ, residência em Cirurgia Geral (UNIRIO) e em Urologia (UERJ). CRM-RJ 1043943 · RQE 39823. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta.
O procedimento explicado sem rodeio: o que é injetado, como é a sessão, o que muda de fato e por quanto tempo o resultado se mantém.
Os riscos que existem, os que são evitáveis e a diferença entre um procedimento médico e o que circula fora do consultório.